A compreensão da realidade do manejo de resíduos sólidos no país é um requisito fundamental para a elaboração de políticas públicas e para a adaptação das empresas privadas do setor ao contexto social, econômico e cultural de onde se encontram.
Nesse sentido, os panoramas anuais elaborados pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE) se destacam como sendo uma das principais fontes no que diz respeito à veiculação de dados confiáveis e integrados relacionados à situação do manejo de resíduos sólidos no Brasil.
O Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil de 2021 traz alguns dados muito relevantes, sobretudo quando se leva em consideração o fato de, ao longo de 2020, boa parte das atividades humanas terem se concentrado em ambiente domiciliar devido à pandemia da COVID-19, fazendo com que houvesse uma descentralização na produção de resíduos sólidos. Como indicado no panorama, em 2020 foram produzidas cerca de 82,5 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU) no Brasil, numa média de 225.965 toneladas diárias (ou 1,07 kg de RSU por habitante a cada dia). Fato interessante é que, refletindo a concentração populacional e econômica existente no país, 50% de toda essa quantidade de resíduos produzidos se concentrou apenas na região Sudeste. Mas, diante dessa realidade de produção de resíduos, fica o questionamento: o quão eficiente é o nosso sistema de coleta e destinação desses resíduos? A realidade indicada pelo panorama mostra que ainda há muitos pontos a serem corrigidos. Em 2020 foram coletadas 76,1 milhões de toneladas de RSU no Brasil, com uma cobertura de 92,2% em relação ao total produzido. No entanto, a disparidade entre as regiões também existe no que se refere à cobertura e coleta: enquanto Sul, Sudeste e Centro-oeste já superaram a média nacional, Norte e Nordeste ainda estão abaixo dessa média, com pouco mais de 80% dos resíduos coletados em 2020.
A destinação final dos RSU ainda é um problema no país. Como apontado no panorama, apenas 60,2% do lixo tem destinação adequada (aterros sanitários), ao passo que o restante acaba em locais impróprios, como lixões ou aterros controlados. Outro fator bastante relevante abordado no panorama, sobretudo num contexto de pandemia decorrente do SARS-CoV-2, é a produção de resíduos de serviço de saúde (RSS).
Conforme mostrado no documento, 290 mil toneladas de RSS foram geradas em 2020, o que representa cerca de 1,4 kg por habitante ao longo do ano. Todavia, mesmo frente a essarealidade, aproximadamente 30% dos municípios brasileiros ainda destinam os RSS sem qualquer tratamento prévio, colocando em risco a saúde dos trabalhadores envolvidos na cadeia de manejo dos resíduos, a saúde pública como um todo e o meio ambiente.
Qual o papel do MTR e da Resitrack em relação a esse cenário?
Como podemos ver, ainda há muito a ser feito para que os resíduos sólidos produzidos no Brasil recebam, de modo integral e democrático, um tratamento adequado e ambientalmente correto. Por esse motivo, é essencial que empreendedores envolvidos na geração, armazenamento, transporte e destinação dos resíduos sólidos mantenham-se sempre atualizados no sistema MTR do SINIR e de seus respectivos estados. E é aqui que a Resitrack pode te ajudar!
Quer saber mais? Acesse:
https://www.resitrack.com.br/blog/residuos/sistema-mtr-sinir/